Nos limiares matéricos e pictóricos da contemporaneidade

Dayane de Souza Justino [1]
Osvanda Maria Ferreira Guerra [2]

Esta comunicação aborda questões envolvendo o campo da pintura não-convencional, ressaltando alguns dos aspectos relacionados aos processos transformacionais da matéria. É importante mencionar que o presente relato baseia-se na análise de resultados plásticos obtidos a partir de experimentações pictóricas, dando ênfase á apropriação matérica, a saber, o óxido de ferro, pigmentos naturais e outros. [3]

Como fundamentação teórica para este estudo, tomamos por base, as pontuações feitas pelo historiador Michael Archer e pelo curador Fernando Cocchiarale acerca do momento contemporâneo. No que diz respeito à Arte Informal, sobretudo a pintura matérica, destacamos os estudos do crítico Giulio Carlo Argan, e ainda tendências e obras de artistas contemporâneos que são eles: Antoni Tápies, Carlos Vergara, Frans Kracjerberg e Denise Haesbaert.

Desse modo nos propomos por meio de uma breve reflexão, pontuar acerca dos possíveis pareceres quanto à arte na contemporaneidade, entendendo ser este um período ‘complexo’ devido à tamanha diversidade de recursos ‘inovadores’ e ‘novas’ experimentações plásticas.

Segundo o pensamento de Archer (2001:10) “A arte contemporânea se traduz numa pluralidade de manifestações da produção atual onde os temas, as preocupações e os modos realizados anteriormente são desenvolvidos transformados e reinventados”.

Nesse sentido podemos compreender que o estágio contemporâneo possui a sua manifestação por meio da soma dos acontecimentos entre o passado e o presente, tendo em vista o que há de vir. É bem no meio dessa turbulenta reação de ‘novas’ tendências, estilos, ações e particularidades que se dá à prática artística atual, percorrendo seus múltiplos e inusitados caminhos.

Partindo dessa compreensão, percebemos que tal período se encontra numa transitorialidade de inúmeras possibilidades expressivas. De maneira que os questionamentos ressaltados num determinado período histórico, parecem ressurgir por meio de tantas provocações conflitantes.

De acordo com a afirmação do curador Fernando Cocchiarale:

As transformações vertiginosas, de desdobramentos ainda imprevisíveis, não tem permitido que a arte contemporânea se torne familiar ao homem contemporâneo. Para a maioria, ela permanece estranha de sua incomunicabilidade, se manifesta na contraditória expectativa do público em reconhecer e designar com precisão produções que não mais se centram no campo objetivo da forma e na estrita materialidade de sua linguagem.
(COCCHIARALE , 2002, p. 11).

Embora a arte contemporânea aparenta ser a ‘rejeição’ dos consagrados estilos tradicionais, devido à pluralidade de manifestações que se revigoram a cada instante, causando uma certa ‘estranheza’ por parte do expectador. Ela também pode ser pensada como um efeito expansível das prováveis e improváveis questões que outrora foram discutidas no decorrer da história da arte.

Ao pensarmos mais propriamente sobre o campo da pintura contemporânea e as suas possibilidades expressivas na atualidade. Compreendemos que é necessário antes, mencionarmos alguns dos apontamentos que ao longo dos anos se tornaram os principais influenciadores das operações pictóricas e artísticas.

Conforme Richard Wolheim [4] (2002:37-39) a pintura e as condições para seu exercício passaram a sofrer muitas alterações que dentre elas implicaram na mudança dos materiais, na escala física dos trabalhos, na avaliação social da pintura, nas convenções vigentes e nas mútuas expectativas do pintor e do público.

De acordo com esse pensamento podemos citar o movimento Cubismo [5] que a partir do ano de 1907 manifestou uma intenção considerada revoltante, não só por sua rejeição as noções tradicionais de perspectiva e a valorização do plano bidimensional, mas também por serem os primeiros artistas a incorporar sobre a tela diversos materiais dentre eles: pedaços de jornal, papéis e madeira. Seguido das correntes da Arte Informal [6] que se apresentavam no cenário de liberdade de expressão espontânea, como os artistas que aderiam ao estilo action painting [7] abandonando o uso do pincel, e outros que se associavam à tendência denominada de Pintura Matérica que de um modo geral, nos anos 50 evidenciava uma iconografia de identificação das sensações existenciais, pelo uso da matéria pictórica de maneira expressiva e ilimitada.

Partindo desse contexto artístico europeu, onde prevalecia entre os anos 50 e 60 as poéticas ditas existenciais ou do informal. Gostaríamos de pontuar que segundo Morais (1991) as diversas manifestações eram denominadas por uma intenção ligada diretamente ao fazer. Dessa maneira, obra e realidade passaram a se concretizar pela ênfase atribuída ao gesto, aos signos ou a matéria.

Nos detendo especialmente aos aspectos comuns a Pintura matérica, cabe-nos mencionar dentre os artistas que protagonizaram tal vertente, os trabalhos de Jean Fautrier (1898-1964), Jean Dubuffet (1901-1985), Lúcio Fontana (1899-1968), Alberto Burri (1915-) e o espanhol Antoni Tápies (1923 -).

A palavra “matéria” apresenta-se segundo o Dicionário Aurélio (1986, p.1103) como: Quaisquer substâncias sólidas, líquidas ou gasosas que ocupa lugar no espaço; Sustância capaz de receber certa forma, ou em que atua determinado agente; Substância sólida de que se faz qualquer obra, dentre outras.

Nesse sentido entendemos que a problemática da matéria teve seu surgimento desde o momento em que a forma artística deixou de representar a realidade e passou a ser a própria realidade em sua autonomia de sentido e forma. A matéria deixou de se constituir apenas como suporte para a obra e passou a se configurar como ‘obra em si’.

Para analisarmos um pouco mais sobre essa relação entre imagem e a matéria, destacamos as palavras do crítico Argan:

A matéria tem sem dúvida, extensão e duração, mas ainda não tem, ou já deixou de ter, uma estrutura espacial e temporal. Sua disponibilidade é ilimitada; manipulando-a, o artista estabelece com ela uma relação de continuidade essencial, de identificação. É verdade que não tem, nem pode adquirir um significado definido, isto é, tornar-se objeto; todavia justamente por ser e permanecer problemática, o artista nela identifica sua própria problemática, a incerteza quanto ao próprio ser, a condição de estranhamento em que é posto pela sociedade.
(ARGAN, 1993, p. 542).

Acreditamos então que a matéria é todas as possibilidades existenciais em fruição a ser fruída pelo o homem; todas as possibilidades de reorganização da própria palavra em novos conceitos e buscas. Percebemos que ela pode instigar e provocar diferentes reações dependendo do “olhar” do expectador. Arriscamos a dizer que ela está diretamente ligada aos nossos sentidos, “corpo”, nos intrigando e nos estimulando a fazer alguma coisa. Uma diversidade de características com inúmeras possibilidades para o trabalho plástico.

Nessa postura após termos pontuado nessa rápida retrospectiva o auge dos questionamentos que marcaram a repulsa quanto às noções tradicionais, o anseio pela espontaneidade da livre expressão, somado a identificação e manipulação da matéria pictórica. Permanecemos em conformidade com o pensamento de Cecília Salles ao refletir sobre a matéria na contemporaneidade:

A matéria é limitadora e cheia de possibilidades, por isso, ao mesmo tempo, impede e permite a expressão artística. O desejo do artista libera as possibilidades em movimento extremamente ativo de ação e reação e impele para o desbravamento daquilo que parece ser não permitido.
(SALLES, 2001, p. 71).

Assim para nos respaldar diante das questões referentes às experimentações no campo matérico, citaremos a seguir os principais artistas e obras que encontramos embasamento para a análise das possibilidades expressivas e plásticas provenientes tanto do estudo empírico pela apropriação da matéria quanto pelo processo de criação em pintura.

Antoni Tápies [8], pintor espanhol contemporâneo considerado como um dos maiores expoentes do Informalismo. Sua pesquisa relacionada à expressividade da matéria se iniciou no ano de 1953. Desde então se destacou por seus trabalhos devido ao emprego de materiais como: areia, terra de diversas cores, pó de mármore, cabelos, fios, pedra, tecido e tantos outros.

Desse modo temos por referência o trabalho de Tápies, pelos aspectos relacionados ao uso de materiais do nosso cotidiano que podem ser desprezados pelo homem, e que este artista se apropria de maneira que a matéria em si passa a manifestar as marcas de uma condição existencial. Assim a materialidade nos trabalhos do espanhol se associa a sua própria ‘realidade’, sua pintura se revela misteriosa, enigmática a ponto de provocar uma reação nos cinco sentidos do observador. Outro aspecto visual muito denso nas suas obras se caracteriza pelo peso, que geralmente é o responsável pela estruturação formal nas imagens.

Tratando-se do artista contemporâneo brasileiro Carlos Vergara [9], destacamos seus trabalhos a partir do ano de 1989 devido ao emprego de pigmentos minerais. Ao usar a terra, o pigmento da terra, a cor da terra, Vergara consegue originalmente desenvolver um trabalho brasileiro. Suas pinturas são expostas em grandes painéis que manifestam a textura e a rica gama de cores terrosas, extraídas da natureza. Outro aspecto que nos desperta no diálogo desse artista no que diz respeito às apropriações matéricas refere-se aos processos de impregnação expressiva da matéria, pelos quais o pintor desenvolve suas pinturas.

Quanto ao artista Polonês naturalizado aqui no Brasil, Frans Kracjerberg (1921) o destacamos por seus trabalhos se constituírem pelo interesse voltado para a apropriação de elementos como: raízes, cipós, troncos, pedras, terras coloridas e os mais diferentes materiais de origem vegetal e mineral. Desse modo o artista reutiliza aquilo que a natureza desprezou, ele transforma aquele material sem vida o conferindo uma outra finalidade e significado numa eterna busca de realização pessoal.

Denise Haesbaert [10], outra artista brasileira contemporânea cujas pinturas atraem o olhar pelo o uso da matéria envolvendo a ação do tempo, admitindo fatores imprescindíveis na construção das suas obras. Também buscamos referência nessa artista no que se refere aos aspectos ligados ao procedimento construtivo e desconstrutivo, onde a artista trabalha áreas saturadas por camadas espessas de matéria como: cimento e ferrugem, superfícies estas que sofrem as intervenções diárias exercidas tanto pelo tempo quanto da própria artista. Nos seus trabalhos também podemos destacar a relação cromática adquirida pelas oxidações resultantes de todo um processo de transformação dos materiais, além dos aspectos visuais adquiridos por meio do acúmulo da matéria que resultam nas texturas e rachaduras sobre o suporte.
Nessa postura após termos mencionados tais artistas e os aspectos ligados a apropriação matérica e os processos de criação que julgamos serem indispensáveis para a nossa discussão, salientamos também os perfis dos nossos próprios estudos a fim de fornecer ao leitor, os resultados plásticos que foram desenvolvidos no decorrer das pesquisas.

A pesquisa intitulada “Entre fragmentos: uma materialidade oxidante na simbologia da imagem” situa-se no campo da pintura não-convencional, visando discutir acerca da influência simbólicas no imaginário contemporâneo a partir da construção plástica, buscando evidenciar além de formas simbólicas, o diálogo pictórico entre expressividade matérica oriunda de materiais como: o óxido de ferro e o cimento.

O trabalho possui a pretensão de desenvolver uma iconografia de criação plástica pessoal, utilizando como recurso para a construção das imagens, além da fragmentação de componentes formais, o emprego de alguns aspectos relacionados aos procedimentos transformacionais da matéria. Por onde a propositora Dayane Justino(1982-), buscou discutir a respeito das influências cromáticas e simbólicas suscitadas pelo uso da ferrugem e do cimento, evidenciando uma cumplicidade que com o passar do tempo foi assumida entre a proposta plástica e as diversas interpretações aplicadas à matéria e sua expressividade.(Fig.1 e 2)

Enfim, são imagens enferrujadas e cimentadas não no sentido pejorativo voltado para algo velho e desgastado pelo uso, mas como a re-apresentação da matéria em meio à autenticidade transformadora da passagem do tempo.


FIGURA 1- JUSTINO, Dayane. “Sem título”. 2004.Técnica mista sobre tela 0,80 x 0,90 cm.


FIGURA 2- JUSTINO, Dayane. “Sem título”. 2004.Técnica mista sobre tela 1,00 x 0,90 cm
FONTE: Acervo Dayane de Souza Justino

Tratando-se ao estudo nomeado “Tramas” desenvolvido por Osvanda Guerra, este possui como meta discutir e explorar alguns elementos naturais, como materiais alternativos e elementos pictóricos em seu processo criativo. Por meio da pintura matérica, implicando na apropriação de materiais naturais (raízes e terra) que passam a ser incorporados a diferentes tipos de suportes.(Fig.3)


FIGURA 3 -GUERRA, Osvanda M. F. Tramas 1. 2004. Lona, raízes, terra e pig. Natural 130 x 160cm
FONTE: Acervo de Osvanda Guerra.

A intenção experimental desenvolvida nos trabalhos da série ‘Tramas’, se deu pelo uso da terra e os pigmentos como material pictórico, assim uma rica gama de tons é manifestada, indo desde os marrons, vermelhos, laranjas, amarelos, verdes, cinzas e tantos outros. Outro aspecto visual que pode ser conferido nas imagens trata-se da informalidade do suporte como meio alternativo como uma lona velha e irregular que funde duas deformações de desgastes com as raízes que se transformam em linhas e formas. (Fig. 4)



FIGURA 4 - GUERRA, Osvanda M. F. Tramas 4. 2004. Lona, raízes, terra e pig. Natural 130 x 160cm
FONTE: Acervo de Osvanda Guerra.

Enfim entendemos que em nossos estudos monográficos compartilhamos do mesmo pensamento dos artistas anteriormente mencionados. Sabemos que cada artista possui na sua individualidade uma proposta plástica, somos provocados pelas mais diversas situações.

Desse modo procuramos nos enfrentar por meio das apropriações que nos levam aos devaneios e suposições, conferindo-nos significados e re-significações que passamos a admitir no nosso discurso pictórico.Assim propomos que por meio do encontro direto com inusitados materiais, podemos vir a ser despertados para um ‘outro olhar’, em que a presença da arte se revela na simplicidade de elementos do nosso cotidiano.

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[1] Graduada em Licenciatura e Bacharelado pelo curso de Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia.
[2] Graduanda em Licenciatura e Bacharelado pelo curso de Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia.
[3] Tais experimentações pictóricas se deram durante o curso de Artes Plásticas, colaborando de tal modo que no ano de 2004 possibilitaram a concretização de nossas pesquisas monográficas nomeadas: “Entre Fragmentos: uma materialidade oxidante na simbologia da imagem” de Dayane Justino, e “Tramas” de Osvanda Guerra, sob a orientação da Prof. ª Ms. Aninha Duarte.
[4] Richard Wolheim (1923) Filósofo, psicanalista, crítico de arte, Wolheim é referência no debate artístico internacional da estética contemporânea há quase meio século. No campo da teoria da arte, é conhecida sua polêmica contra as teorias institucionais. Por mais de vinte anos, ensinou filosofia na Universidade de Londres, e desde 1985 é professor visitante na Universidade de Berkeley, Califórnia.
WOLHEIM, Richard. A pintura como arte. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
[5] O Cubismo foi um movimento artístico (pintura e escultura) criado por Picasso e Braque.O principal período de formação do movimento deu-se entre cerca de 1907 e 1914.Possuindo duas fases: “Analítica” e “Sintética” sendo que nesta última, nas pinturas são incorporados elementos, enfatizando ainda mais o caráter do plano da superfície de pintura. CHILVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. 2ªed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 996p.
[6] Termo cunhado pelo crítico francês Michel Tápie para descrever certo tipo de pintura abstrata espontânea em voga entre os artistas europeus nas décadas de 40 e 50. Ibid.
[7] Action painting (“pintura de ação”). Termo que denota uma técnica e um estilo de pintura no qual a tinta é gotejada, vertida e atirada sobre a tela. Ibid.
[8] Antoni Tápies (1923-) O mais importante pintor a emergir no período posterior à Segunda Guerra.Estudou direito na Universidade de Barcelona (sua cidade natal), de 1943 a 1946, e como artista foi em grande medida um autodidata. Por volta de 1953 começou a trabalhar com materiais como argila, pó de mármore, barbante e tecido. Tápies tem viajado extensamente, e suas idéias exerceram influências em todo o mundo. CHILVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. 2ªed. São Paulo: Martins Fontes, 2001, 584 p.
[9] Carlos Augusto Caminha Vergara dos Santos (Santa Maria Rs 1941) artista contemporâneo que iniciou as atividades artísticas na década de 50 no Rio de Janeiro trabalhando com cerâmica.Dedicou-se também ao artesanato de jóias em 1963.Nesse mesmo ano volta-se para o desenho e a pintura, técnicas que estuda com Iberê Camargo.Participa da mostra Opinião 65 e 66, no MAM/RJ e em 67 foi um dos organizadores da mostra Nova Objetividade Brasileira.Nos últimos anos volta-se para a exploração da natureza brasileira, em 1997 realiza a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural esses registros foram apresentados em duas individuais, no MAM/SP e na Pinacoteca do Estado em 1999. Disponível em:<www.itaucultural.org.br>
[10] Denise Iserhard Haesbaert (Porto Alegre, 1949). Formou-se em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
HAESBAERT, Denise. Pinturas. Porto Alegre: Bolsa de arte, 2002. Catálogo de exposição.

BIBLIOGRAFIA

ARCHER, Michael. Arte Contemporânea: Uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
CANTON, Kátia. Novíssima Arte Brasileira. Um guia de tendências. Ed. Iluminuras. São Paulo. S. P. 2001.
CHILVERS, Ian. Dicionário Oxford de Arte. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 584p.
CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988, 996 p.
COELHO, Lauro M. Tápies. Coleção de arte. São Paulo: Globo, 1997.
GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Imago, 1977.
PONTUAL, Roberto. Arte Brasileira Contemporâena. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil/GILBERTO Chateaubriand, 1976.
SALLES, Cecília A. Gesto Inacabado. São Paulo: Annablume, 2001.
WOLHEIM, Richard. A pintura como arte. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

Catálogos:
ARAÚJO, Emanoel. Carlos Vergara 89/99. Pinacoteca do Estado de São Paulo, S. P. 1999.
COCCHIARALE, Fernando. Runos da Nova Arte Contemporânea Brasileira. Programa rumos Itaú Cultural artes visuais, 2001 / 2003. Janeiro 2002.

 
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